Génese

“elo afectivo entre a pessoa e o lugar ou ambiente físico. Difuso como conceito, vivido e concreto como experiência pessoal” [1]

Mapeamento afectivo que nos posiciona como sujeitos inclusos de um sistema social global definido, também, por indissociáveis acções sensíveis e inteligíveis que articulam imagens e sons de modo diferenciado mas integrado. “Duas pessoas não vêem a mesma realidade. (…) por mais diversas que sejam as nossas percepções do meio ambiente, como membros da mesma espécie, estamos limitados a ver as coisas de uma certa maneira. Todos os seres humanos compartilham percepções comuns, um mundo comum, em virtude de possuírem órgãos similares. (…) A unicidade do mundo humano (…) procede do equipamento perceptual do homem.” [2]

Mapas é a criação de uma estrutura comunicante, em rede, onde se realiza o mapeamento de cada um dos participantes que abrangem e representam leituras plásticas, visuais e escritas de momentos particulares, percepções, atitudes e visões do mundo.

 

[1] TUAN, Yi-Fu, Topofilia, um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente, EDUEL, Londrina, 2012, p. 19
[2] Idem, p. 21

Percepção – Atitude – Visão do Mundo

PERCEPÇÃO como resposta dos sentidos a estímulos externos.

ATITUDE, como sucessão de percepções, de experiências; postura cultural que se toma face ao mundo.

VISÃO DO MUNDO como experiência conceptualizada, parcialmente pessoal, em grande parte social; sistema de crenças estruturado por ligações arbitrárias, sob perspectivas objectivas impessoais.

Pesquisa e representação das diversas partes de um todo, de micro e macro narrativas com meios expressivos diversos. Exercício de atenção sobre vivências individuais, desenvolvido através de uma cartografia afectiva. Caminho para o reconhecimento da nossa capacidade de actuação como agentes de construção e reconstrução de contextos da memória.

Belmonte
Ecomuseu do Zêzere

Caria
Casa da Torre
Casa Etnográfica

Colmeal da Torre

 

Parceiros Locais
Centro de Assistência Paroquial de Caria – Residência Social e Centro de Dia – IPSS

Terra – Junta

É um laboratório de pesquisa artística que encontra confluência nas ilimitadas possibilidades que a disparidade viabiliza. A potencialidade que a interacção e interdependência do outro possibilita. Sugere-se a deambulação pelos espaços-entre, espaços não moldados, intocados, do pensamento. A procura, não de uma harmonia mas, de uma aceitação entre partes.

terra – junta

pó, solo, povoação, localidade, região, território, pátria. traço de união. unido, ligado, pegado, vizinho, reunir, unir, acrescentar[1] duas palavras e um sinal gráfico que materializam o entendimento de hipóteses de investigação de uma dimensão concreta, palpável e com marcos mais ou menos definidos, para uma dimensão metafórica, por via da junção de um vizinho que é sempre qualquer coisa desconhecida e nova que vem de fora entendemos como férteis as possibilidades de contaminação e contágio intelectual que os espaços nómadas e os baldios proporcionam. pretende-se explorar a riqueza de possibilidades especulativas que as zonas porosas, as fronteiras, proporcionam como espaços-entre, permeáveis e permeados, vadias e errantes este é o princípio que definimos, o sentido de mobilidade, de diáspora, de emigração e de imigração como possibilidade dialéctica da alteridade a sagração do sentido real e metafórico da alteridade mistura – do bastardo, cafuzo, mulato, cabrito, mameluco, caboclo, caiçara, pardo, mestiço – na concepção do novo, global e sem limites para além daqueles que a ética define.

Terra-junta é uma dimensão não definida de espaço porque as demarcações constrangem as possibilidades de livre entendimento e criação terra-junta. “Novamente o espaço do “entre”. Entre dois. Estar “entre” não quer dizer ser uma coisa ou outra, quer dizer ser temporariamente uma coisa e outra. Estar no meio de… Em transformação. É não somente estar no meio ou em um meio, mas ser o próprio meio.”[2] sempre no meio, ser em suspensão, num estado provisório, intermediário, inacabado.

 


 

[1] in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/junto [consultado em 17-03-2020]
[2] De acordo com CERTEAU, Michel, “Trialogue: lieu/mi-lieu/non-lieu”. In Lieux Contemporains. Paris, Descartes & Cie, 1997. Apud JACQUES, Paola Berenstein in CARERI, Francesco, Walkscapes, o caminhar como prática estética, p. 10, Gustavo Gili, S. Paulo 2013)

Realidades Submersas

Realidades Submersas . Contra-Cena é uma actividade que inaugura uma investigação de elementos não classificados dos acervos museológicos. Iniciamos o projecto em parceria com o Museu de Arqueologia do Fundão e Rede Museológica Municipal prevendo o seu desenvolvimento, no âmbito do Projecto Pontes, no Museu dos Lanifícios da Universidade da Beira Interior, Casa da Torre – Centro de Estudos Arqueológicos que manifestaram interesse neste projecto, seguindo-se outros Museus da Região da Beira Interior.

Esta actividade de carácter experimental integra os substratos materiais e imateriais depositados nos museus, pretendendo fazer convergir as práticas da investigação da arqueologia e da criação artística, definindo-se à partida os seguintes tópicos de investigação: Desclassificação; Deslizamento; Afloramento; Inflorescência.

Deste modo, desejamos trabalhar os territórios da arte e da ciência em simultâneo através de um conjunto de objectos por estudar, ainda sem material científico, numa aproximação que questiona as metodologias e práticas do artista e do investigador.

Sublinhamos a importância desta acção artística, contrapor a arte às metodologias de investigação arqueológica, para o estímulo da descoberta de novas linhas de investigação científica.

As actividades do projecto desenvolvem-se ao longo dos quatro anos com o mesmo modelo metodológico – Formação, Investigação, Criação e Apresentação Pública – em regime de residências de criação e investigação artística durante 45 dias.

A apresentação pública anual é constituída por uma representação performativa/expositiva, incluindo os trabalhos científico e artístico, ficando posteriormente disponível para integrar o catálogo de núcleos expositivos da Luzlinar para circulação.

Tempo e Memória

Grandeza física e faculdade psíquica, uma em interdependência da outra. Propõe-se a exteriorização da expressão íntima, daquilo que o tempo moldou e aquilo que a memória permitiu manter. Interessa revelar a dimensão inconsciente de um modo não estereotipado, perfeita e completamente liberto de modelos de materialização pré-formatados por questões de gosto ou moda. Provoca-se um tipo de expressão plástica intuitiva, única e pessoal de pessoas sem formação académica específica na criação de objectos de carácter artístico fora de quaisquer sistemas.

 

Tempo e Memória

Desde os mais remotos tempos pré-históricos podem-se encontrar nas paredes de grutas e rochas desenhos e gravuras de representações animais e humanas. Desde os mais remotos tempos da nossa infância, copiamos ou representamos o mundo que nos rodeia, os entes que nos são queridos e as nossas realidades individuais – fantasias, conflitos, desejos, preocupações e alegrias – de uma forma perfeitamente livre e intuitiva, num tipo de linguagem plástica representativa e universal, simbólica e individual, porque todo o processo de conhecimento, aprendizagem e expressão humana se dá sempre segundo dois factores, as vivências concretas e as suas possibilidades de simbolizações. Ao desenhar estamos a integrar este conhecimento em nós, e ao desenharmos estamos ao mesmo tempo a revelar este entendimento em imagens.

Não podemos conceber a vida sem o espaço nem a matéria, e sem a participação do tempo como configurador do universo a que pertencemos. O movimento dos objectos, ou pessoas, oferece uma modificação temporal já que o próprio movimento e a sua representação são temporalidade. A aparência dos objectos e das pessoas é alterada em função do tempo: o envelhecimento, a oxidação e a desidratação são as facetas mais visíveis da passagem do tempo. A realidade é finita, o passar do tempo relembra-nos isso dia a dia, e o que fica dessa finitude é a memória. Em relação dialéctica, o desenho na gruta e os primeiros rabiscos da criança congelam o tempo na imagem, retrato do tempo que já não é, mas que foi capturado, desafiando o tempo e a mortalidade.

A memória pode ser vista como uma construção individual a partir das cópias e dados que retivemos ao longo da vida. Os modelos que tentamos mimetizar evocam as memórias de tudo o que trazemos connosco, de tudo o que queremos vir a fazer de nós próprios.

O corpo humano contém visíveis as marcas da sua existência, guarda interiorizadas as memórias do seu percurso que se completa na morte. Somos um constante abrigo de sensações e experiências que nos vão alterando e definindo. Aquilo que fazemos define experiências sensoriais daquilo que acontece dentro e fora de nós, revela emoções, desejos e propósitos, revela o gesto de quem fez. Na consciência, a exteriorização da nossa expressão individual forma-se pela adição, combinação e mesmo subtracção de memórias visuais, produto da soma de elementos que caracterizam um todo. Sabemos que o processo não se esgota aí. A dimensão inconsciente – tão explicitamente exposta nos sonhos, tal como nos desenhos infantis – desorganiza e enriquece, complexifica.

A forma interior concebe-se a partir dos conceitos pessoais, muitas vezes intransmissíveis e irreveláveis, formados pelas experiências que vivemos.

Perceber é assimilar os estímulos e dar-lhes um significado, adivinhamos o que vemos, completamos com as nossas memórias aquilo que se oferece aos nossos sentidos. Uns vêm como fundo aquilo que outros entendem como figura, o significado é obra nossa, individual. Vemos aquilo que sabemos, percebemos a realidade de uma forma única, particular. O observador não é um mero receptor, são as suas vivências, conhecimentos e demais condicionantes socioculturais que vão influir de maneira fundamental na elaboração da imagem que vêem. O observador ajusta e compõe os dados que a forma lhe oferece e fá-los coincidir com os esquemas que guarda na sua memória. É parte de um conhecimento subjectivo, sem origem, memória ou história e que se adquire a partir da observação da realidade e da vivência que aparentemente é comum.

Direcção Artística

 

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Desenhos da Vida

“Mapas – Desenhos da Vida” é um projecto que compreende a investigação, a selecção e recolha das memórias das pessoas seniores. Procura promover sessões de Desenho no sentido de estimular nos participantes a activação da memória de uma geração que nunca se exprimiu através do desenho, tornando presente um património imaterial esquecido e que através do desenho se expõe na sua autenticidade.

 

Projecto
O projecto artístico da Luzlinar teve início em 2008 em Vila Franca das Naves, com a autoria e acompanhamento de Maria Lino e de Carlos Fernandes. O projecto retomou em 2017 e pretende organizar e documentar sessões de desenho contínuas que possam vir a constituir um levantamento etnográfico de populações de diferentes regiões. No conjunto de participantes maioritariamente de idade avançada, as pessoas são chamadas a desenhar de memória, lembranças de histórias, objectos, ambientes vividos.

 

Planeamento
1 . Selecção dos locais destinados a acolher o projecto para as sessões de Desenho e para o espaço Expositivo.
2 . Apresentação Pública do projecto Desenhos da Vida: Exposição, projecção dos Filmes realizados e oficina com a população local.
3 . Residência – Preparação e sensibilização dos técnicos sociais, autarquia e da entidade de acolhimento do projecto: centros de dia, casas de repouso, lares de seniores, etc.
4 . Residência – Investigação e Criação com sessões regulares de desenho, num número mínimo de 12 sessões, até 90 minutos cada, ocupando manhãs ou tardes, durante um período estimado entre 6 a 9 meses.
5 . Apresentação Pública do material de desenho recolhido para estudo e preparação de exposição, bem como edição do material audiovisual, compreendendo a edição de Catálogo impresso e o filme do projecto.

 

Objectivos Específicos
. Estimular a activação da memória de uma geração que nunca se exprimiu através do desenho.
. Compreender o desenho como documento etnográfico.
. Fomentar a importância da criação de uma catalogação da memória de pessoas seniores desenvolvida através das práticas artística e científica.
. Envolver as entidades locais (Município, centros de dia, lares) e as instituições com características adequadas para o desenvolvimento do projecto artístico.

 

2017 “Desenhos da Vida, Caria”, por Ana Rodrigues

2009 “Desenhos da Vida, O Desenhos como Documento Etnográfico”, por Carlos Fernandes

 

Exposições Realizadas

2020 Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior / Núcleo da Real Fábrica Veiga, Covilhã
2019 Sala de Exposições – Appleton Associação Cultural, Lisboa
2019 Casa da Torre, Caria
2018 Casa da Torre, Caria
2017 Sala de Exposições – A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, Fundão
2016 Sala de Exposições – Centro Cultural Miguel Madeira, Vila Franca das Naves

 

Cinema Gerações

A Oficina de Cinema pretende estimular novas experiências envolvendo as diferentes áreas do conhecimento, promovendo uma cultura visual no sentido da fruição estética e simultaneamente da pedagogia da imagem em todo o processo de aprendizagem.
Por via de uma metodologia com base na experimentação, desenvolvemos formas pedagógicas direcionadas para a apreensão da linguagem e matéria cinematográficas, privilegiando uma abordagem ao cinema através do ver e do fazer.

 

 

Inclassificáveis

Inclassificáveis é um projecto que desenvolve uma investigação artística em torno do trabalho criativo que está situado no limiar do “trabalho do artista” e ao mesmo tempo do “trabalho do artesão”. Esta actividade desenvolve a relação entre as práticas artísticas e as práticas criativas. No contacto com cada uma destas expressões, o artista-investigador tem acesso ao processo criativo e ao que na sua génese o fomenta – as vivências, as experiências e as suas decisões.

Valorizamos o trabalho criativo que a nosso ver não é dada a atenção necessária, pela falta de um enquadramento, compreensão, sensibilidade social/artística/cientifica naesfera pública e na promoção cultural e criativa.

Para a cimentação deste projecto, de forte componente sociocultural, pretendemos que se crie um espaço de exposição que dignifique as mais diversas expressões criativas. Pretende-se que a investigação artística tenha como elementos inerentes ao seu processo os seguintes tópicos: pesquisa, reflexão de carácter ensaístico dos objectos de estudo e a consciencialização do artista da existência de uma multiplicidade de trabalho criativo no território.

 

Objectivos Específicos:
. Desenvolver um processo de pesquisa visando conhecer as práticas criativas na comunidade local e identificação dos potenciais “inclassificáveis”, contribuindo para a coesão territorial através de uma acção inovadora com a comunidade local na promoção da cultura e da criatividade.
. Promover o estudo dos trabalhos reconhecidos, a sua catalogação e posterior constituição de núcleos expositivos, desenvolvendo uma rede intermunicipal como suporte de promoção e difusão dos diferentes trabalhos desenvolvidos.
. Promover o trabalho criativo para a valorização pessoal dos cidadãos como referentes activos do património material e imaterial de uma região.
. Formar a comunidade visando a sua integração cultural e social, capacitando as autarquias para o desenvolvimento autónomo de projectos de investigação artística, científica e cultural.

Espaços Abertos

Aproximação aos Laboratórios onde se desenvolvem todos projectos de investigação e criação artística e de inovação social, estabelecendo contacto directo com os artistas nos seus locais de trabalho e com a população local participante.

As actividades centram-se na compreensão das metodologias, técnicas e construção do processo artístico, assim como de técnicas e ofícios ligados à história do território, através de uma aprendizagem informal sem recurso ao uso de um programa rígido, sendo este de carácter livre nas áreas das Artes Plásticas, Música, Cinema, Artes Performativas, Centro de Documentação e outras áreas consideradas relevantes.

Estão disponíveis a toda a população, da escolar à local, de todas as idades, em 3 níveis progressivos de integração nos laboratórios:

Nível base:
– Aprendizagem informal, estímulo da experimentação
– Partilha e utilização de estúdios
– Participação nos projectos dos laboratórios

Nível intermédio | convite a voluntários para os projectos dos laboratórios:
– Formação mínima em produção artística
– Compreensão das técnicas e dos ofícios ligados à história do território.
– Introdução a ferramentas de projecto

Nível autónomo | participação integral nos espaços de estúdio:
– Acesso integral a todos os espaços de criação
– Organização e manutenção dos espaços
– Participação e iniciativa na organização de eventos e dinamização das actividades do Centro de investigação.

Escolas

O Escola é simultaneamente um projecto artístico e pedagógico aberto às escolas parceiras do projecto.

Todas as actividades dispõem dos Laboratórios como matéria, tema, espaço, lugar para a sua manifestação e desenvolvimento. O projecto conta com alunos e professores, sua realidade e prática pedagógica, para lhes fomentar a inclusão de modelos de conceptualização e acção artística.

Todas as actividades promovidas oferecem às escolas uma versatilidade interdisciplinar, da arte às ciências, ao desporto e às humanidades, por intermédio de um contacto directo com os investigadores.

Dada a natureza das diferentes propostas das escolas e face às exigências dos calendários escolares, o projecto estrutura-se da seguinte forma:

– Oficina-visita;
– Oficina-projecto;
– Apresentações públicas.

Curso Avançado em Arte e Natureza

A ESCOLA localizada na natureza e nas comunidades que vivem com a natureza oferece-se como território exemplar para o estudo das complexidades sociais e ambientais representativas do mundo rural do Sul da Europa e Mediterrâneo.

Oferta de módulos de estudo anuais transdisciplinares, com flexibilidade no seu planeamento e desenvolvimento concreto dos projectos pertinentes em regime de residências na natureza fora do contexto da sala de aula.

Liberdade permanente para as práticas artísticas e científicas promovidas em constante diálogo entre lugares, partilha e acompanhamento entre investigadores das diferentes áreas.

Período de estudos de 1 ano em regime de 4 residências de 10 dias.

Pós-Graduação em Práticas Espaciais para Escultura
(em desenvolvimento)

O curso desenvolve-se dentro dos princípios de Residência Artística ao longo de quatro tempos de 21 dias de trabalho intensivo, distribuídos pelos meses de Setembro, Dezembro, Abril e Maio.

Integrando a dimensão cíclica, grega, camponesa, de tempo, esta Pós-Graduação decorre ao longo das intermitências que os ritmos das Estações do ano definem e que alteram a paisagem onde se irá trabalhar.

O curso estrutura-se num tempo total de 84 dias, 1600 horas de trabalho, das quais 270 horas serão de contacto com os docentes. Dois semestres, cada um deles contemplando duas Residências, e três unidades curriculares: duas de carácter teórico-prático de orientação tutorial e uma teórica de seminários. Serão quatro residências por ano cada uma delas com a duração de 800 horas de trabalho, das quais 135 horas serão de contacto com os docentes.

Em regime de imersão total, e numa constante indagação sobre o momento que se vive, o espaço onde se habita e trabalha e sobre a comunidade onde se está inserido, esta Pós-Graduação tem como pressupostos transversais a partilha de conhecimentos e experiências. Propõe-se uma reflexão sobre a intervenção e a presença do trabalho artístico no espaço natural, questões relacionadas com a obra site-specific e in-situ, a temporalidade, a perenidade e o efémero.

Parte-se do espaço natural enquanto promotor de pensamento e questionam-se os estereótipos das percepções culturalmente treinadas, adquiridas e memorizadas. Os conteúdos das unidades curriculares teórico-práticas variam entre a consciência das correlações entre o corpo e o espaço envolvente; a cultura de sustentabilidade e a criatividade como um recurso importante no seu desenvolvimento; a subversão da produção como forma dominante das nossas sociedades e; os limites do fazer.

 

buraco negro