Génese

O quotidiano é a regularidade e a proximidade das relações possíveis que os indivíduos habitam.
O quotidiano contrapõem-se naturalmente aos grandes mecanismos, organizações e sistemas sociais.
Centramo-nos nas práticas e representações através das quais os diferentes indivíduos pactuam jurando quotidianamente a sua integração social.

Vida Quotidiana – Centro da Cidade – Relações e Proximidades

Focamo-nos num aspecto da realidade – o da Vida Quotidiana.
Desenvolvemos uma cultura artística baseada em critérios universalizantes e recusamos juízos de gosto baseados em modas.
Assistimos a um cataclismo social, cultural e consequentemente artístico, onde o quotidiano das populações das cidades se encontra refém de uma monotonia e deriva persistentes.
Temos a nossa sede/base de actividades no centro histórico de uma cidade da província – Cidade do Fundão – onde a cultura artística é predominantemente aquela que se difunde através da televisão.
A possibilidade da população da Cidade do Fundão contactar com a prática artística dos mais variados estádios de maturação, nacionalidades, múltiplas áreas de conhecimento é praticamente residual e distante.

Comuna é uma provocação e um processo de transformação.
Inventar modelos de observação com o indivíduo no centro.

 

Quotidiano/Espaço
A importância social e comum do espaço
O espaço símbolo da vivência
O espaço produto do quotidiano

Quotidiano/Tempo
Repetição contra Acontecimento
Rotura contra Repetição
Quotidiano contra o Tempo

Quotidiano/0
Dirigir-se ao CENTRO (reflectir)
Projectar (convocar)
Representar (criações artísticas

Fundão
. Espaço Pontes – Espaço de galeria e atelier
Rua João Franco 33, Fundão
. Biblos – Espaço dedicado à palavra escrita no seu sentido mais amplo, composto por biblioteca e espaço de leitura
Espaço Biblos – Sede do Projecto ARS
Rua dos Bombeiros Voluntários, n.1 e 5
6230-365 Fundão

Covilhã
. Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior – Espaço museológico e de galeria

Barroca Grande

Castelo Novo

Telhado
. Casa do Barro
Rua 11 de Abril 27, Telhado

 

Parceiros Locais
PROJECTO MATRIZ, Entidade Promotora : Centro Assistencial Cultural e Formativo do Fundão (CACFF)
BEIRA SERRA – Associação de Desenvolvimento.
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA RUA DA CALE

Ruínas

Ruínas é um Laboratório de carácter experimental que inaugura um conjunto de práticas culturais transgeracionais no sentido de reclamar o lugar da cidade como “Lugar de Todos”. Pretende-se que os habitantes do centro do Fundão se mobilizem para um projecto de longa-duração em torno das suas próprias memórias e projecções de vivências da sua cidade.

Laboratório, situado no centro-histórico da cidade, confronta o seu quotidiano, o dos comerciantes e moradores, para a inversão do abandono e esvaziamento do centro recorrendo à mobilização, amplificação, inventariação das suas vivências religando-as com o espaço-tempo da cidade.Focamo-nos sobretudo no sentido humano do bairro do centro-histórico e não exclusivamente no sentido Físico (Património Material) ou Produtivo (Económico).

Pretende-se fomentar encontros regulares para a consciencialização de hábitos comuns ao funcionamento do bairro e para a partilha de expectativas relativamente à cidade, seu futuro e próximas gerações.

A constituição desta premissa estrutura o laboratório construindo práticas multidisciplinares, que fomentem o pensamento artístico e científico, no sentido da reversão das ruínas que subsistem na cidade, convocando deste modo para o debate das dicotomias – útil/inútil, ficção/realidade- incontornáveis nos ritmos das cidades dos nossos dias.

 

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Repositório

1. Investigação artística e científica que pretende discutir as inter-relações do Quotidiano – Tempo: Repetição contra Acontecimento, Rotura contra Repetição, Quotidiano contra o Tempo.
2. Examinar o sentido humano da cidade para além das componentes físicas (Património Material) e produtivas (Económica).
3. Procurar e inventariar um depósito possível de vivências do bairro no centro-histórico.

 

As cores do arco-íris da Rua da Cale

1. Quotidiano / Espaço
A importância social e comum do espaço. Os espaços símbolo da vivência e produto do quotidiano.
2. Conhecer a rua e declarar o lugar da cidade como “Lugar de Todos”.
3. Memórias e projecções dos lugares da cidade. Os habitantes do centro do Fundão e a comunidade escolar mobilizam-se num projecto de longa-duração para a Cidade.

 

Chão da Cidade

1. Quotidiano/0 – Dirigir-se ao CENTRO
Reflecção sobre a rotina que funda o tempo e espaço do quotidiano.
2. Observar as representações da rotina da cidade: impressões, afinidades e marcas que suportam o seu centro.
3. Projectar (convocar) um conjunto ainda mais amplo de camadas horizontais alternativas do Chão da Cidade.

Natureza Organizada / Ordem Permanente

Objectivo:

Criar na cidade do Fundão um laboratório de investigação artística e científica de ar livre que combine arte, natureza e cidade – CIDADE POMAR – um “Pomar/Jardim” ou “Mosaico de Pomares”.

Ideia Inaugural:

A ideia inicial para esta proposta surgiu pela observação do “Pomar” desenvolvido pelos Árabes, concretamente os laranjais, que trouxeram a laranja da China e a combinaram com a geometria Egípcia que já tinham observado nos jardins Persas, moldando depois a paisagem das urbes que foram construindo por todo o al-Andaluz e mais especificamente em Sevilha, Córdova e Granada.

Por outro lado, as árvores e os pomares das cidades surgem na poesia desde a Antiguidade Clássica com Homero, Virgílio ou Ovídio, bem como nas diferentes mitologias onde são extraordinariamente relevantes, por vezes até estruturantes. Para além de serem uma presença contínua na observação da vida e acção humanas, são os próprios humanos a eternizarem-se simbolicamente nas próprias árvores como acontece com os mitos das Helíades, de Dríope e de Dafne onde ninfas são transformadas em choupos, jujubeira e loureiro, respectivamente.

Natureza Organizada

A geometria a determinar uma “ordem permanente” da natureza.
É possível que esta ideia tenha começado no Egipto com a invenção da geometria na modelação da natureza, tendo-se depois expandido e desenvolvido na Pérsia (onde a palavra jardim já significava paraíso) com a geometria a determinar uma “ordem permanente” da natureza. Posteriormente, este conceito ganhará uma dimensão sagrada nas diferentes civilizações e em praticamente todas as religiões universais. Já no que diz respeito ao pensamento, as “filosofias da natureza” de Platão, Aristóteles e mais tarde Alfarafi inauguram uma etapa que só terá novos desenvolvimentos a partir do séc. XVII com Espinosa, Descartes, Bacon e depois com os Iluministas que se seguiram.
Como a revolução industrial origina alterações demográficas nunca vistas, surge pela primeira vez a necessidade de outro tipo de pensamento. Foi necessário repensar rapidamente as “novas” urbes onde a vida dos seus habitantes era extremamente precária e degradante.

Assim, é já em finais do século XIX e princípios do seguinte que surgem novos conceitos genericamente relacionados com o que hoje se entende por “arquitectura da paisagem”.

A Árvore como “Centro”

A árvore é o elemento natural mais frequente na paisagem urbana, tendo a relação desta com a cidade uma longa tradição, podendo ser considerada a principal presença viva da natureza junto do homem.
Proposta de Pesquisa e Desenvolvimento
Propõe-se a exploração dos binómios:
Natureza Organizada/Ordem Permanente e Espaço/Ambiente
Espaço
– Espaço físico – cartesiano (coordenadas)
– Espaço perceptivo – filosófico (percepção imediata do ambiente / geradora de pensamento)
– Espaço cognitivo – representação mental do individuo na experiencia directa/indirecta
Ambiente
– Bem-estar (vida actual)
– Futuro (vida futura)
– Valor intrínseco da natureza

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Natureza Organizada

1. Espaço / Ambiente.
Examinar as relações que os habitantes desenvolvem com o seu tempo de permanência nos lugares.
2. Ampliar e desenvolver o binómio espaço – ambiente
– Espaço (espaço físico, perceptivo e cognitivo)
– Ambiente (bem estar, futuro e valor intrínseco da Natureza).
3. Projectar e construir os lugares para habitar a cidade.  Habitar os lugares da cidade envolvendo a participação da comunidade no processo.

Pollen

1. A Árvore como “Centro”.
A árvore é o elemento natural mais frequente na paisagem urbana, tendo a relação desta com a cidade uma longa tradição, podendo ser considerada a principal presença viva da natureza junto do homem.
2. Observar o pólen enquanto símbolo de um processo primordial da Natureza.
3. Linha de investigação pedagógica para preparação de acções artísticas e performativas, para espaço público e usufruto da cidade, a desenvolver com os alunos da escola e os artistas residentes no espaço pontes.

Mosaicos

1. Explorar as relações das gentes com a natureza sobre a perspectiva Natureza Organizada / Ordem Permanente
2. Examinar como a geometria determina uma ordem permanente.
3. Mapeamento e análise dos vazios urbanos, intersticiais para criação de “Pomares”, concepções, possibilidades, aplicações na projecção de modelos de jardim.

Aquíferas

Aquíferas são um laboratório que explora a Água nas suas diferentes dimensões, tendo em perspectiva a sua relação com os dois lados da Serra da Gardunha.
O aquífero é uma formação geológica subterrânea que funciona como reservatório de água, alimentado pelas chuvas que se infiltram no subsolo. São formações rochosas com características porosas e permeáveis capazes de reter e ceder água.

Termas no lado sul
Os trabalhos arqueológicos no campus do Ervedal tiveram início em 2007 e desenvolveram-se em torno da escavação de dois complexos termais de época romana que integram uma extensa estação arqueológica, localizada na vertente meridional da serra da Gardunha (Castelo Novo).
Poços no lado norte
Desde sempre, ao longo do eixo da Rua da Cale escorreu água. A água da “fonte das oito bicas” saciava a sede dos habitantes, a restante seguia pela cale com o propósito de satisfazer as plantas, animais e era utilizada também para lavar a roupa e as habitações. Nasceu assim uma das ruas mais antigas do Fundão “pela Cale abaixo”.

 

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Reservatórios

1. Investigação artística e científica que pretende explorar a água enquanto elemento disponível em diversas cotas.
2. Observação da deslocação da água pela gravidade nos sistemas naturais e artificiais.
3. Compreensão e levantamento dos sistemas e utilizações possíveis, como a sua captura, condutas, poços, cisternas, fontes ou espaços termais.

Água viagem

1. Reconhecer o ciclo da água: movimento e transformação nos seus diferentes estados (gasoso, líquido e sólido).
2. Observar o Clima como regulador do tempo do ciclo da água (em cada 40 000 anos toda a água dos oceanos passa pela superfície terrestre).
3. Provocar a comunidade, os alunos das escolas e os artistas a mergulhar numa reflexão sobre esta viagem face aos problemas emergentes provocadas pelas Alterações Climáticas.

Água Vida

1. Reconhecer a água como elemento fundacional da vida.
2. Isolar e examinar a molécula elementar – H2O – e observar o Equilíbrio e Justiça entre o mundo mineral, vegetal e animal.
3. Procurar as relações macro – micro de Equilíbrio e Justiça proporcionadas pelo elemento de água, enquanto modelos, para preparação de acções artísticas e performativas a desenvolver com a escola e comunidade.

Escola

. Projecto-Escola

Agrupamento de Escolas do Fundão

Este Projecto de Formação e Educação Artística pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos três anos no âmbito do projecto Pontes (2015/2017). Todas as actividades dispõem dos Laboratório Comuna como matéria, tema, espaço, lugar para a sua manifestação e desenvolvimento.
O Projecto-Escola é simultaneamente um projecto artístico e pedagógico aberto às escolas parceiras da Luzlinar definidas na rede-de-lugares do projecto Pontes.
O projecto conta com alunos e professores, sua realidade e prática pedagógica, para lhes fomentar a inclusão de modelos de conceptualização e acção artística. Todas as actividades promovidas oferecem às escolas uma versatilidade inter-disciplinar, da arte às ciências, ao desporto e às humanidades, por intermédio de um contacto directo com os artistas.
A programação é contínua, ao longo de cada ano lectivo, e composta por actividades concebidas entre a equipa do Projecto Pontes e os respectivos corpos docentes.
Dada a natureza das diferentes propostas das escolas e face às exigências dos calendários escolares, o projecto estrutura-se da seguinte forma: oficina-visita; oficina-projecto; apresentação pública.

 

Planeamento
1 – Oficina . visita – (10 sessões) Aproximação ao Laboratório  Comuna, onde se desenvolvem as várias Residências para o contacto com os artistas nos seus locais de trabalho. Pretendendo assim centrar a atenção de alunos e professores no sentido da compreensão das metodologias, técnicas e construção do processo artístico.
2 – Oficina . Projecto – (10 sessões por ano lectivo) para desenvolvimento de um projecto artístico dos alunos e professores de cada agrupamento, com o acompanhamento de um artista em tutoria.
3 – Apresentação pública à escola e à comunidade – 5 sessões por ano.

 

Objectivos Específicos

– Proporcionar aos alunos de todos os níveis de ensino, a realização de projectos artísticos não possíveis nas instalações escolares.
– Desenvolver um conhecimento estético e uma experiência prática de intervenção no espaço urbano.
– Estimular a participação e a inclusão da comunidade escolar em acções artísticas ou de carácter transdisciplinar.
– Promover projectos e experiências que relacionem e reflictam sobre a relação entre arte e pedagogia.
– Fomentar o espírito crítico e o pensamento visual a partir de modelos contemporâneos estruturados em princípios universalistas.

 

. Residência Escola

Este Projecto de Formação e Educação Artística, é simultaneamente um projecto artístico e pedagógico.
A Residência-Escola funciona como complemento ao ensino secundário especializado e ensino secundário de Artes.
Pretende-se que os alunos em regime de residência estabeleçam contacto com os Artistas em Tutoria ou residentes no âmbito do Projecto Pontes, fomentando a importância do diálogo entre o artista emergente ou consolidado e o estudante do ensino secundário especializado.
As actividades têm lugar nos laboratórios Campus e Comuna apresentando condições ideais para o desenvolvimento de projectos artísticos e espaço disponível para trabalhar em diferentes escalas em termos de capacidade tecnológica, apoio técnico e artístico adequado às especificidades de cada projecto que em contexto de sala de aula não seriam possíveis.
Esta actividade que decorre com a Escola Artística António Arroio desde 2014 e Agrupamento de Escolas de Corroios desde 2019 pretende aqui ter o seu natural desenvolvimento no quadro deste projecto, perspectivando a possibilidade de abertura destas residências a novas escolas.
Destaca-se da experiência obtida das residências a importância para o desenvolvimento artístico e curricular dos seus alunos obtendo novos objectos de estudo e diferentes perspectivas de trabalho durante um período lectivo inteiro.
Destaca-se também a partilha de práticas artísticas e pedagógicas para a inclusão dos alunos com necessidades especiais em todas as actividades desenvolvidas.

 

Planeamento

1 – Residência | Investigação e Criação com a duração até oito dias e a participação até vinte e três alunos e seis professores. Serão disponibilizados: atelier e espaços adequados para a realização dos projectos; apoio técnico e humano à realização; todos os materiais e ferramentas de trabalho necessários.
Tal como Alojamento e alimentação.
2 – Apresentação pública da experiência que os alunos tiveram nos laboratórios da Luzlinar.

 

Objectivos Específicos

– Desenvolver projectos teórico-práticos com o intuito de enriquecer o currículo dos
alunos.
– Proporcionar aos alunos das escolas de ensino artístico, a realização de projectos artísticos não possíveis nas instalações escolares.
– Desenvolver um conhecimento estético e uma experiência prática de intervenção na paisagem.
– Desenvolver competências que se baseiam sobretudo numa relação directa com a profissionalização futura.
– Fomentar o espírito crítico e o pensamento visual a partir de modelos contemporâneos estruturados em princípios universalistas.

Espaços Abertos

Aproximação aos Laboratórios onde se desenvolvem todos projectos de investigação e criação artística e de inovação social, estabelecendo contacto directo com os artistas nos seus locais de trabalho e com a população local participante.

As actividades centram-se na compreensão das metodologias, técnicas e construção do processo artístico, assim como de técnicas e ofícios ligados à história do território, através de uma aprendizagem informal sem recurso ao uso de um programa rígido, sendo este de carácter livre nas áreas das Artes Plásticas, Música, Cinema, Artes Performativas, Centro de Documentação e outras áreas consideradas relevantes.

Estão disponíveis a toda a população, da escolar à local, de todas as idades, em 3 níveis progressivos de integração nos laboratórios:

Nível base:
– Aprendizagem informal, estímulo da experimentação
– Partilha e utilização de estúdios
– Participação nos projectos dos laboratórios

Nível intermédio | convite a voluntários para os projectos dos laboratórios:
– Formação mínima em produção artística
– Compreensão das técnicas e dos ofícios ligados à história do território.
– Introdução a ferramentas de projecto

Nível autónomo | participação integral nos espaços de estúdio:
– Acesso integral a todos os espaços de criação
– Organização e manutenção dos espaços
– Participação e iniciativa na organização de eventos e dinamização das actividades do Centro de investigação.

Curso Avançado em Arte e Natureza

A ESCOLA localizada na natureza e nas comunidades que vivem com a natureza oferece-se como território exemplar para o estudo das complexidades sociais e ambientais representativas do mundo rural do Sul da Europa e Mediterrâneo.

Oferta de módulos de estudo anuais transdisciplinares, com flexibilidade no seu planeamento e desenvolvimento concreto dos projectos pertinentes em regime de residências na natureza fora do contexto da sala de aula.

Liberdade permanente para as práticas artísticas e científicas promovidas em constante diálogo entre lugares, partilha e acompanhamento entre investigadores das diferentes áreas.

Período de estudos de 1 ano em regime de 4 residências de 10 dias.

 

Pós-Graduação em Práticas Espaciais para Escultura
(em desenvolvimento)

O curso desenvolve-se dentro dos princípios de Residência Artística ao longo de quatro tempos de 21 dias de trabalho intensivo, distribuídos pelos meses de Setembro, Dezembro, Abril e Maio.

Integrando a dimensão cíclica, grega, camponesa, de tempo, esta Pós-Graduação decorre ao longo das intermitências que os ritmos das Estações do ano definem e que alteram a paisagem onde se irá trabalhar.

O curso estrutura-se num tempo total de 84 dias, 1600 horas de trabalho, das quais 270 horas serão de contacto com os docentes. Dois semestres, cada um deles contemplando duas Residências, e três unidades curriculares: duas de carácter teórico-prático de orientação tutorial e uma teórica de seminários. Serão quatro residências por ano cada uma delas com a duração de 800 horas de trabalho, das quais 135 horas serão de contacto com os docentes.

Em regime de imersão total, e numa constante indagação sobre o momento que se vive, o espaço onde se habita e trabalha e sobre a comunidade onde se está inserido, esta Pós-Graduação tem como pressupostos transversais a partilha de conhecimentos e experiências. Propõe-se uma reflexão sobre a intervenção e a presença do trabalho artístico no espaço natural, questões relacionadas com a obra site-specific e in-situ, a temporalidade, a perenidade e o efémero.

Parte-se do espaço natural enquanto promotor de pensamento e questionam-se os estereótipos das percepções culturalmente treinadas, adquiridas e memorizadas. Os conteúdos das unidades curriculares teórico-práticas variam entre a consciência das correlações entre o corpo e o espaço envolvente; a cultura de sustentabilidade e a criatividade como um recurso importante no seu desenvolvimento; a subversão da produção como forma dominante das nossas sociedades e; os limites do fazer.